sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Mistério Esotérico de Afrodite no Processo Interno



(O Nascimento de Vênus, 1486, Botticelli)

Afrodite, deusa do amor e beleza, emergiu da espuma do mar em Pafos, na ilha de Chipre em 3200 AEC. À ela foi dado muitos nomes, um dos quais era Anadiomeni, que em grego significa "aquela que emerge".

Na maioria das vezes ela era retratada como uma virgem inocente com um corpo etéro incorruptível, um corpo nu preenchido com uma radiância divina. Como uma deusa cativante, irresistível e invencível, Afrodite exerce seus grandes poderes sobre os seres humanos bem como nos animais e plantas, mantendo e sustendo a vida. Na maioria das vezes, ela é retratada usando roupas lindas e sedutoras tecidas especialmente para ela pelas Graças. Às vezes, ela é representada como uma mulher sedutora porque ela excita as emoções, pensamentos e instintos humanos.

Antigos hinos gregos dedicados à Afrodite sempre veneram sua beleza e esplendor. Ela é também mencionada como uma deusa da luz, a "brilhante estrela dos Céus", Ourania (filha dos Céus) e esposa de Hefesto/Vulcano, o deus do fogo celestial, o filho feio e coxo de Zeus e Hera, que representa outro símbolo do "processo interno" no qual as qualidades do fogo, tanto celestial quanto terrestre, trabalham dentro da natureza divina e humana. Hefesto é a personificação do aspecto oscilante e cambiante das chamas que se transformam e se transmutam no "calor" da vida.

Mais conhecida como Vênus/Afrodite, sua mais popular representação é como a deusa do amor e fertilidade, beleza e regeneração, que acalma o mar e pacifica a natureza, significando que suas qualidades equilibram e harmonizam as emoções e instintos humanos. Os simbolos associados à Afrodite incluem o cisne, o golfinho, a rosa e a pomba. Por isso, ela é chamada de Galinaie e Efrlia, que significa "aquela que traz a calma" e a "protetora dos barcos e jornadas seguras". Ela é também a deusa da primavera e, a cada primavera, se reune com seu amante cíprio, Adônis, que morre ao final de cada verão somente para ressuscitar a cada primavera e despertar a natureza de seu sono invernal.

Como um arquétipo de beleza e amor, Afrodite sempre usou uma linda coroa (eustéfanos em grego). Através de seus atributos, ela representa o aspecto feminino de Eros, a parte de amor e beleza que mergulhou na matéria e inconsciência, esperando sua emergência do mar inconsciente dos instintos. Sua materialização sinaliza o aparecimento de sua verdadeira incorruptível essência de amor puro.


(Venus Verticordia, 1868, Dante Gabriel Rossetti)


A Tranformação de Afrodite

Afrodite é a pura essência da beleza e amor que redime a matéria escura da inconsciência e ignorância, pois tal como seu filho, Eros, ou o grande Phanes/Eros, ela representa o poder divino dentro de sua natureza virgem celestial que atrai e guia a consciência humana de dentro de volta à sua fonte. Ela representa a natureza transcendente e divina dentro dos humanos ao que isso emerge de sua insconsciência. Eros, por outro lado, representa a força magnética que ativa as qualidades da alma do Divino amor e beleza que se estende e se manifesta na natureza humana. Eros, a pura essência do amor e beleza, descende dos Céus, enquanto Afrodite, nossa divina natureza interior, ascende. Ambos são parte do mesmo processo interno e juntos eles guiam a consciência humana de volta a sua fonte. Desta forma, alguns mitos representam Eros como filho de Afrodite.

Em seus mitos, Afrodite governa o coração de todos os humanos e, de acordo com sua vontade, ela tanto salva as pessoas de seus processos e ordálias, quanto imprudentemente as impulsiona em aventuras de amor e affairs que geralmente terminam desastrosamente, tais como aquelas de Helena de Troia, Medeia, Fedra e Pasífae. As dificuldades, ordálias e processos são o que todo buscador sincero e sério deve passar. Em verdade, eles são os processos de purificação e iniciação dos elementos (fogo, água, ar e terra) que cada buscador deve experimentar de modo a superar sua natureza animal, como retratado na sexta carta dos Arcanos Maiores do Tarot. 


Vênus, Aquela que mostra o caminho

Na mitologia sumeriana, Afrodite/Vênus é chamada "Ela que mostra o caminho para as estrelas". Ela era a filha da Lua e irmã do Sol e, desde que ela apareceu no amanhecer e no anoitecer (como uma estrela), foi muito natural que ela fosse considerada como um tipo de elo entre as deidades da luz e da escuridão. Assim, embora o Sol seja seu irmão, ela tinha a deusa do submundo como uma irmã. Os sumérios a conheciam como "A Valente" e "A Senhora das Batalhas".

Os órficos chamavam Afrodite de Pontogenis, significando "nascida do mar". Ela não era vista como uma deusa que governava sobre o amor carnal mas muito mais como uma deusa cosmogônica que deu o estímulo irresistível ao Éter/Zeus para criar formas fora da substância da Terra. Em uma outra tradição, Afrodite nasceu do ovo de uma pomba que caiu dos Céus.

Intuição nos diz que Afrodite é a senhora das formas-pensamento, que govena os corpos etérico e astral do homem. Por isso, seu processo interno não pode ser separado do de Eros pois ambos, através de seus poderes e essências individuais, reformam os corpos astral e etérico do buscador de acordo com o modelo arquetipal perfeito.

Como parte do processo interno, nós sabemos que Marte, o deus da guerra, foi cativado pela beleza e charme de Afrodite. Na psicologia esotérica, ele representa pensamentos e emoções incontroláveis, e a força e poder cegos dentro da natureza humana. Por isso, em um certo nível de trabalho interno, nós interpretamos sua descrição de Marte como representativo dos instintos incontroláveis da psique. Ele deve se deixar ser atraído pelo charme de Afrodite e ser sobrecarregado e domado por seu apelo magnético e coativo.

De acordo com Platão, o amor é atribuido à Afrodite, a profecia a Apolo, os mistérios a Dionísio e a poesia às Musas. Platão nos diz que o mais importante desses dons divinos é o Amor Divino por duas razões. Em primeiro lugar, sem o impulso do amor puro, os outros dons da profecia, mistérios e poesia permaneceriam inférteis, inativos e estéreis. Eles precisam do impulso palpitante e vibrante do Amor Divino pra assim serem constantemente nutridos e sustentados. Em segundo lugar, porque somente a essência do amor pode levar o amante ao amado, e a medida que o amor é dirigido ao sublime, ele une a mente de um buscador mais intimamente. 


Hino Órfico à Afrodite



Filha de Oceano
De beleza incrível, nós Te honramos.
Tu governas a terra profunda,
O Céu circundante,
Os mares tempestuosos
E tudo o que há neles.
Mãe do doce matrimônio,
Tu que unes o mundo
Com risos e harmonia;
Mesmo as Moiras Te obedecem.
Todos os olhos procuram a Ti.
Dê-nos a beleza e o amor.
Encantada com segredos
e festas luxuosas
Tu és concórdia
e persuasão.
Tu és a linda Necessidade
Ainda no frenesi do tubarão,
Delicada como a espuma do mar de Chipre,
Perfumada como os óleos sírios,
Brilhante como as carruagens douradas
Nas planícies egípcias
Pelo banco de areia
do Nilo azul-turquesa,
Um coro das Ninfas mais belas
cantam um hino à tua beleza.
Com reverência nós pedimos
pelo dom da graça.

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Traduzido e publicado aqui com a permissão prévia do owner do site.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

EHJEH ASCHER EHJEH

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Eu não sou o que Eu não sou.
Eu sou o que Eu não sou.
Eu sou o que Eu sou
Eu não sou o que Eu sou.
Eu não sou o que Eu não sou.
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E Ele disse:

"Por benção e maldição, chegará o momento daquele que perceberá as consequências de suas escolhas, e se verá no Coração da Encruzilhada onde o Caminho da Verdade e o Caminho da Falsidade se cruzam.
 
Ele perceberá que aquele caminho que oferece o que ele mais deseja se manterá fechado pra que se realize aquilo que ele mais precisa. 
Ele perceberá que aquele caminho que oferece o que ele menos precisa se manterá aberto pra que se realize o que ele mais deseja.
 
Se for de caráter bom, ele não abraçará a Falsidade só pra compensar o caminho que lhe foi negado até então, em prol de sua própria maturação, e nas cinzas e no pó da rejeição e submissão ele encontrará alimento que nutra a sua redenção.
 
Se for de caráter ruim, ele abraçará a Falsidade como última possibilidade, vivendo das migalhas da sua própria perdição, em disputa com seus semelhantes, e se embriagará com seu próprio veneno, projetando o glamour de ilusões sobre si mesmo, em um auto-encantamento de morte, e também sobre os outros, através de seus truques, o tornado então exímio pelotiqueiro." 


("Procura o Fim no Princípio.")

Pelo Grande Dragão,
Devorador e Gerador de Si Próprio,
Que mascara o meu Eu e se reflete no Outro,
Que mascara o Outro e se reflete no meu Eu! 
Que Tu, Falso Buscador,
Sejas imolado e tomado em holocausto
Nos altares manchados de sangue,
Na ara da Antiga Adoração,
Que por três vezes abençoa,
Três vezes amaldiçoa
E três vezes torna grande e sábio!

HEKAS
HEKAS
ESTE
BEBELOI

sábado, 28 de janeiro de 2012

Passos

Todos os passos, não importa pra onde vão, continuam sendo passos, deixando pegadas, indícios, não de pra onde fomos, mas de onde viemos. E esse ponto de origem é comum à todos, nos colocando em pé de igualdade em nossas falhas, como os primeiros passos falhos de quando éramos bebês. Eu não sou psicólogo nem antropólogo, mas desconfio que nossos passos vez ou outra demonstram, em uma linguagem muito própria, traumas dessa infância de trajetos cambaleantes, e se repetem ao longo de toda a nossa caminhada de maneira estendida às nossas escolhas, nossas tendências, nossos atalhos.

Eu dou muito valor às atitudes das pessoas e abro concessões frequentemente porque também desejo que façam isso por mim. Pois pra toda essa metáfora de passos e caminhada, eu sou um zambeta assumido! Nesse mundo de gente louca, gente doente, é bom encontrarmos algo ou alguém que nos sirva de inspiração, de motivo, de bálsamo. Mas quando menos esperamos, notamos que tais pessoas continuam cometendo os mesmos erros dos considerados "tolos".

Mas, claro, a desculpa clássica é: o tolo não pode falar do sábio porque nunca foi sábio, mas o sábio pode falar do tolo porque já foi tolo.

Pois bem, pra quem me diz o que eu posso e o que eu não posso: se eu falo é somente porque tenho boca e se me mantenho calado é porque não há ouvidos disponíveis, nem de tolos nem de sábios, porque os primeiros não querem ouvir e os segundos só querem falar. Quem me julgar como um ou outro, já começa errando porque julga. Cuidar de si próprio, pelo visto, é sempre a melhor opção. E diferente das outras opções, ela sempre esteve e sempre estará ali disponível pro "Eu" que decidir cuidar do seu "si", sem esperar por ninguém. 

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"Depois de um grande susto, uma impressão, 
um dejavú talvez, de morte, de desilusão; 
em que as folhas das árvores vão caindo, 
ao tempo que novos brotos vão surgindo. 
O tempo segue, vai passando, 
passos continuam indo, 
passos continuam voltando." 

Mephisto

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Missa da Lua

''Intensa, apaixonada, ainda que intrinsecamente fria, mutável. Beleza e sonho, aventuras repentinas, deslumbramento e deleite infantil. Essa Esfera tem uma afinidade com as marés fluídicas do oceano, que a Lua governa, e com o movimento das ondas. O impulso do momento, o trabalho do capricho, o prazer transitório, são típicas manifestações da força da Lua; mas também há uma forte limpeza e aspecto purificador. Além disso, os sonhos da esfera da Lua são as realidades potenciais da Terra.'' 
(Denning & Phillips, Planetary Magic)

"Ó, Dulcíssima Rainha, ó, Selene, ó, vigilante Lua,
Santo é teu corpo virginal, formosíssima a tua luz.
Ó, Companheira fiel da Noite e das Estrelas,
Incerta é tua face, ora menina, ora anciã.
Mãe dos séculos, que proteges a todos os homens
pois do sono és a Luz, e a nós ditas e inflamas sinais nos céus.
Amante da alegria, da jovialidade e da paz,
Vem a mim, ó, Lua intocada, Virgem Esplêndida,
Radiante e mutante, e protege nas aras minhas oferendas."
(Hino Órfico à Lua)


A todos os que desejam se beneficiar da energia lunar...

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Ritual de Teurgia Gnóstica para a Invocação do Poder Lunar 



Com o selo da Lua devidamente colocado no centro do altar, queime perfumes e resinas aromáticas ligadas ao astro. A toalha deve ser branca. Nenhum metal deve adornar o corpo que não seja a prata. Oferendas de leite, mel, vinho branco e bolo para os bons daimons. Velas brancas e prateadas devem estar acesas. Todos devem estar vestidos de branco ou despidos com a oferenda da beleza de seus corpos à Lua. Objetos de cor negra deverão ser evitados.


Forma-se o círculo no chão e desenha-se os sigilos dos Vigilantes dos quatro pontos cardeais:

(Da esquerda para a direita: norte, leste, sul e oeste)

Nas áreas circulares dos símbolos, velas podem ser acesas ou pedras de cristal quartzo posicionadas sobre. Farinha branca é usada pra completar o desenho. Imagens de deusas lunares, como Diana, Selene, Ártemis, Aset, Virgem Maria, são colocadas no altar de oferendas. Incensos, rosas e espelhos serão ofertados.

O oficiante consagra o espaço com incenso e água salgada consagrada. Fazendo o sinal da cruz:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 


Voltado para o Leste, com sua adaga ele traça e visualiza um pentagrama de invocação na cor azul claro, e dentro o símbolo astrológico de Aquário, enquanto recita: 

ORO IBAH AOZPI 

Seguindo em direção ao Sul, ele repete o gesto, desenhando no centro do pentagrama de invocação o símbolo astrológico de Leão, enquanto recita:

OIP TEAA PDOCE 

No Oeste, desenhando o símbolo de Escorpião dentro do pentagrama, recita:

MPH ARSL GAIOL 

Ao Norte, após traçar o pentagrama com o símbolo de Touro, recita: 

MOR DIAL HCTGA 

Ele se coloca no centro do círculo e com devoção fala: 

Coração Flamejante do Leão,
Olho do Touro Alado,
Radiante Fomalhaut e
Brilhante Coração do Escorpião
Vós, Estrelas Guardiães do Firmamento, sustentem a Guarda da Luz
São Rafael, São Miguel, São Gabriel e Santo Uriel
Guardas em prontidão nos quatro ângulos da Esfera-Estelar
Vigiem esta Obra Santa.

Nesse ponto todos imaginam a presença dos Arcanjos: Rafael, segurando o Caduceu com as serpentes entrelaçadas e um vaso de cristal preenchido por um líquido dourado; Miguel, com sua armadura dourada radiante segurando a Espada Flamígera; Gabriel, com quatro cães de caça brancos, soprando um chifre prateado e segurando um ramo de lírios; e Uriel, encabeçado por um arco-íris e segurando um orbe encimado por uma cruz grega. Então continua dizendo: 

Anjos-Daimons do Oitavo Céu,
Companhia Oculta dos Adeptos da Luz
Guia-nos e protegei-nos no Altar do Templo Secreto
Sob a Lâmpada Dourada da Mente Suprema!

Todos visualizam-se cercados por um orbe de cor azulada, preenchido por estrelas douradas ou dentro de um templo com quatro pilares brancos e arcos cercando a todos. De braços cruzados sobre o peito, recitar:

Bithisarea + Melichior + Gathaspa 

Repete-se o sinal da Cruz e dá-se seguimento ao rito. Após, ele segue com a invocação ao poder lunar enquanto segura seu bastão. Os demais participantes giram em sentido anti-horário, para atrair os poderes celestes, lentamente enquanto a invocação é feita. Podem executar movimentos fluídicos de uma dança sutil previamente ensaiada, enquanto seguram as demais oferendas. 

Invocação Lunar 

Ó, Aset-Sophia-Orea, Sagrada Rainha dos Céus, Ponto de Misericórdia do Agathodaemon, coroada com as estrelas flamejantes prateadas e a diadema do Crescente da Lua Cornuda em tua fronte, de quem o robe salpicado de pérolas são as miríades do firmamento de Sabedoria e de quem o cinturão é a zona de estrelas fixas, de quem os altares de serpentes espiraladas queimam os perfumes pra tua adoração, diante das imagens de quem os sutis elixires são destilados dos raios celestiais, diante do Trono Supremo de quem nós adoramos, clamando pelos teus mil nomes, reverenciando diante das milhares faces da Lua no rito imemorial da antiga adoração!

Ísis, Sophia, Orea, Hera, Diana, Lucina, Maria Lucífera, Protennoia, Charis, ó Mãe Negra e Virgem da Luz Perpétua, de quem o vaso santificado é o Graal marcado com o sangue secreto, Senhora, Salvadora, Feiticeira, Sophia Nigrans, Sophia Stellans, Obscura Senhora da Lua, ouça o chamado dos filhos da Terra e atente à nossa invocação. Ó, Agatha-Tyche, ó Estrela do Mar, guia-nos seguramente através das tempestades de sorte e proteja os filhos de Ísis-Orea, livrai-nos das obrigações cruéis de Anankê, guarda-nos sob tuas asas e nos leve à perfeita liberdade, que é seu inefável serviço nos radiantes santuários de eternidade. Grande é Tu, ó, Ventre de Sabedoria, dentro do qual nós somos regenerados em espíritos, concebidos em silêncio pela Semente de Agathon como os filhos e filhas da Luz, o firme Povo de Nous.

Venhai vós, em místico triunfo, ó, Poderosa Senhora, coroada com a prata argentina, o marfim e pedras lunares, exalando a fragrância de todas as especiarias da Arábia; Venhai vós, com os pavões esplendorosos cantantes, montada sobre o Dragão Lunar de Sete Cabeças em meio a tamborins e cornetas de muitas flautas, atirando as brilhantes setas de seus encantos, ostentando o Espelho da Dama Luna-Trivagante, com áspides de cor azulada e prateada envolvendo teus braços e pernas, todas as saudações, Rainha Selene, Magnífica Deusa da Esfera Lunar, todas as saudações à Ti! Ajude-nos essa noite, Nossa Senhora, Papisa, Abadessa, Sacerdotisa, ó, Suprema Sabedoria, Lua Brilhante do Mundo Espiritual, e sempre nos preencha com a sua divina presença. Que assim seja! Saudações à Ti, Doamna Zinelor!

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As oferendas são colocadas uma à uma no altar e mais incenso é queimado enquanto o oficiante recita: 

Torna-te plena na Lua Cheia, Portais Argentinos do Pavão Lunar,pois os ventos noturnos sopram distantes e agitam a Floresta Estelar onde dorme o Unicórnio solitário, que com seu chifre as águas acaricia. Asht-Ennoia, vinde e abençoai! Serpentina e Salvadora, com Espelho Prateado e Tripla Coroa, com a Lei Secreta e Espaço para teu manto. Pela Luz das Neves, das Estrelas e Chama, a Era de Juno alvorece novamente! E na Caçada nós corremos contigo, Grande Hera-Diana, sobre a Terra e Mar, na tua Casa Santa nas alturas, a Casa da Sabedoria, nos reúne novamente! Agracia-nos, ó, Bondosa Abadessa, com as sublimes lustrações do aeon de Juno-Herodias e concedei-nos a Gnose Secreta do Pavão Lunar, no Jogo de Diana, que possamos atrair o pálido Orbe da Lua e receber a Crisma Lunar do Teu Sacramento e Poder. Que assim seja!


O oficiante mentaliza o orbe lunar derramando um grande raio de luz concentrada por sobre todos, e todos devem estar receptivos à isso. Ele então vibra estendidamente a saudação: 

IO EVOHE HABONDIA LUCIFERA!

Todos os outros devem repetir da mesma forma, em uníssono, como forma de recepção da benção da Lua. Recita-se nove vezes.
 

Depois ele distribui pedaços de bolo branco pra todos e um pouco de leite com mel ou vinho branco. E encerra recitando o seguinte, enquanto os participantes giram dentro do círculo como na invocação inicial:
 

Ó, Bastão de Lírio, desabroche tuas flores! Ó, Luna, Rosa Flutuante de Luz, que as Pétalas das Horas caiam na Vastidão da Velha Noite. 

As estrelas da carruagem do Nosso Senhor são Sete, para iluminar a Caçada Mística do Paraíso, quanto o Mundo banhado pela Lua descansa. Cavalga na Caçada com a carruagem saltitante! Gabriel sopra seu chifre de prata anunciando o suave Unicórnio. Quatro Santos Cães de Caça ele libertará: Misericórdia, Justiça, Verdade e Paz, para perseguir suas caças e levá-las às suas sinas. Ó, Jardim Cercado! Ó, Ventre da Virgem!

Ó, Bastão de Lírio, desabroche tuas flores! Ó, Luna, Rosa Pálida de Luz, que as Pétalas das Horas caiam na Vastidão da Velha Noite! 

 Venha, Espírito Ascendente, Serpenta de Vida Eterna! Nossa Senhora de Magdala, venha! Encubra-nos com tua Sabedoria! 

Tu que, sombria, dança acorrentada, através de Ti o Aeon é alcançado. Illuminatrix! – Aquela que abençoa! A de Véu Púrpura com tranças fluentes. Protennoia! – Lua Sublime, brilhando através do Tempo e Espaço. Selene-Kirya-Minerva! Ouça a oração, Santa Maria Lucífera, Concubina e Virgem da Luz:
Sabedoria Imortal, Grande Noraia! Contigo nós caímos, contigo nós levantamos! 

Ó, Graal Lunar do Sangue Real, redima-nos no dilúvio carmesim de Charis, brilho de Graça, coroada com estrelas e vestida com o Espaço. Ó, Serpente da Árvore de Gnosis, Suprema Misericórdia – Trono de Soberania. Ó Rainha da Grinalda de Rosas, Azul-Escura como a Noie. Redima a Fênix – Semente de Luz. Que na Câmara Nupcial nós partilhamos do teu profundo Mistério.
Pelos Chifres Prateados da Dama Sybilla-Trivagante, a Boa Abadessa da Lua, que assim seja! No Sele Crescente possa a Benção estar conosco e sobre nós, no Santo Jogo de Diana!

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Os Vigilantes do círculo são despedidos com as bênçãos e agradecimentos, e o círculo é encerrado da maneira usual.

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Ritual traduzido, adaptado e levemente modificado por Mephisto Ben Nah'Azh-Deha, do livro de Nigel Jackson "Celestial Magic", Capall Bann Publishing.